07, abr, 2016

No Teatro Facisa, ex-ministro fala de economia brasileira e tendências de mercado

1Por Fernanda Moura

Uma plateia formada por empresários, professores, profissionais liberais e pessoas preocupadas com o atual cenário econômico do país lotaram o auditório do Teatro Facisa, na noite desta quinta-feira, 07, para ouvir o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega. O evento foi promovido pela Associação Comercial de Campina Grande (ACCG), como parte das comemorações de 90 anos da entidade empresarial.

A abertura foi feita pelo presidente da ACCG, Álvaro Barros. “Este é um tema que interessa a todo brasileiro, não só à classe empresarial, é um momento difícil e a Associação Comercial quis trazer subsídios para que as pessoas se atualizem e vejam de perto o que está acontecendo”, disse. Acrescentou que a programação de aniversário, celebrado de fato ainda no dia 02 de dezembro deste ano, inclui novas palestras, cursos, feiras e o seminário Cidade Expressa, que acontece junho, também no Teatro Facisa, e discutirá questões de mobilidade urbana.

1Já durante a palestra, o atuante economista paraibano Maílson da Nóbrega trouxe um panorama dos próximos três anos, que segundo ele ainda devem ser de crise, mas mostrou que o Brasil deve se recuperar graças a fatores como a solidez de suas instituições financeiras, à força da democracia e à rede de proteção social, entre outros. “Este ano ainda será muito difícil, com recessão forte, queda de até 4% no PIB, inflação menor que em 2015 mas ainda elevada, chegando a até 7%, mais depreciação cambial, juros altos, mas provavelmente abaixo de 14,25%, novos rebaixamentos da nota de crédito do Brasil e um cenário internacional ainda mais desafiador”, afirmou.

Entretanto, para o ex-ministro, o país não afundará na crise, graças às conquistas que obteve durante a história, como instituições sólidas, base industrial complexa e diversificada, agronegócio e setor comercial competitivo, sistema financeiro sofisticado e forte mercado interno. Ele encerrou a apresentação mostrando os caminhos que devem mudar a situação para melhor. “Acredito que após as eleições de 2018, os caminhos voltarão a entrar nos eixos, este país tem enorme potencial, um forte mercado interno. Muitos são os fatores que podem inibir a piora da crise, como o baixo risco de crises cambial e bancária e alta rede de proteção social”, pontuou. Após a palestra houve espaço para perguntas dos ouvintes.

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