09, dez, 2015

Calendário do projeto “Do Lado de Cá” será lançado nesta 4ª

imagem-matéria-do-lado-de-cáPor Roberta Lucena

Os cursos de Administração e Arquitetura da Facisa estão engajados em um projeto social que tem como objetivo arrecadar fundos para reforma da sede da Associação Campinense de Pais de Autistas (ACPA). A ação especial foi batizada como “Do Lado de Cá” e está mobilizando alunos e professores.

Uma das ações do projeto é a produção de um calendário para 2016, com crianças autistas como protagonistas. O lançamento e as primeiras vendas do calendário acontecerão nesta quarta-feira, 09 de dezembro, a partir das 19h, no Teatro Facisa, com um grande show dos cantores Alexandre Tam e Sócrates Gonçalves, além da cantora Gitana Pimentel, responsável também pela produção musical.

Os artistas já começaram os ensaios para a apresentação e estão preparando uma produção caprichada a fim de encantar o público. “O show vai ser lindo e bastante lúdico, com canções que passeiam pelo universo infantil de hoje e de antigamente. Vamos cantar para as crianças de todas as idades e o melhor é poder contribuir com a causa”, destacou o cantor Sócrates Gonçalves.

O repertório do show conta com músicas que retratam o universo infantil, a exemplo de Lua de Cristal de Xuxa e O Caderno de Toquinho. Os cantores se revezarão no palco ao lado de músicos também voluntários como Waldenor Fonseca, Crispim, Naldo Ferraz, Ramon Almeida e Sérgio Sousa.

Durante a apresentação, o público também vai poder conferir um vídeo produzido por Érik Marreiro, parceiro no projeto, que retrata muito bem a importância dessa ação. O coordenador do curso de Administração da Facisa, Augusto Ferreira Ramos Filho, destacou a expectativa para o lançamento do calendário. “O projeto foi feito com muito cuidado e atenção. Além de, no processo, aliarmos os conhecimentos da ciência da Administração, tivemos o privilegio de ajudar estas crianças”.

Para a elaboração do calendário, quatro alunos do curso de Administração da Facisa, sob a orientação do professor Augusto, trabalharam na confecção e execução do plano estratégico e operacional. A equipe é composta por Stefany Pimentel, Jonas Wasney, Igor Delgado e Natália Dantas.

As fotos e a direção de arte são do fotógrafo Aladim Monteiro, a produção de moda ficou por conta de Haendel Mello. Érik Marreiro assina a produção visual. A marca “Do lado de Cá” é criação do também design Sócrates Gonçalves e a direção de criação é da Ascom/Facisa. O ingresso custará R$15 e será trocado pelo calendário no dia do evento. 

Mais informações sobre o Projeto Do Lado de Cá

O projeto “Do Lado de Cá” conta com o patrocínio da Facisa, Fundação Pedro Américo, TV Itararé, Epgraf e Óticas Diniz.

A ACPA é uma entidade civil sem fins lucrativos, que tem como missão desenvolver atividades que busquem assegurar o amparo, a proteção e o bem-estar de crianças, adolescentes, jovens e adultos, enquadrados nos transtornos do espectro do autismo.

As ações promovidas pela instituição possibilitam o desenvolvimento físico, mental, social, educacional e profissional destas pessoas, facilitando a inclusão integral na sociedade e favorecendo o pleno exercício de seus direitos fundamentais.

Mas, apesar de desempenhar um papel tão importante, a ACPA não possui uma sede própria, com estrutura adequada para tratamento e cuidados dos pacientes assistidos, que são na maioria, de baixa renda.  Atualmente os atendimentos são realizados num local doado, mas que precisa passar por reformas e adaptações para atender apropriadamente.

Para tentar viabilizar a obra, as coordenações de Administração e Arquitetura dividiram as tarefas. Enquanto a primeira tem buscado arrecadar os recursos financeiros para a reforma, através de várias ações, com destaque para a produção e comercialização de um calendário para 2016, com crianças autistas como protagonistas, a segunda viabilizou o projeto arquitetônico do Anexo A e as planilhas de custo do Anexo B, orçado em R$ 67.657,12. 

Sobre o autismo

O psiquiatra austríaco Leo Kanner usou a palavra autismo pela primeira em 1943, para descrever uma série de sintomas que observava em alguns de seus pacientes. Segundo descreveu, eles demonstravam “um isolamento extremo desde o início da vida e um desejo obsessivo pela preservação da mesmice”.

Apesar de não ter cura, quanto antes for diagnosticado, melhor. Crianças convenientemente tratadas podem desenvolver habilidades fundamentais para sua reabilitação.

Mais informações: (83) 2101.8860.

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